
Houve um tempo no qual eu sangrava as mãos para que meu sangue corresse em suas veias e aquecesse o seu corpo, alcançando o seu coração da maneira mais profunda.
Houve um tempo no qual minha vida não era só minha.
Houve um tempo no qual sua vida não era só sua.
Houve um tempo no qual a minha felicidade dependia da sua.
Houve um tempo no qual tudo era sólido como as Pirâmides do Egito e inimaginável como o universo.
Houve um tempo...
Só houve um tempo, verbo haver no passado perfeito.
Hoje há uma Rua, uma rua sem nome.
Uma Rua Nua onde a Lua vem me acompanhar na minha caminhada durante a Madrugada.
Uma Rua de mão única agora é mão dupla.
Andando transpasso alguém que não conheço...Não mais.
Eu gritei meus gritos mudos e os ouvidos surdos não me escutaram.
Assim como Velhos desconhecidos...
Seguimos.
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