Nessa última semana uma nuvem negra veio cobrir meu céu e trazer o luto para as terras férteis nas quais minhas plantações se encontram. Adentrando no meu quarto com as luzes apagadas eu me encontro deitado na cama e o clima frio invade meus cobertores, juntamente com aquela voz que comigo debate mais uma vez o nosso dia, me trazendo uma sensação de conforto. Contudo, depois do acontecido venho refletir no porque me senti confortável? Que tipo de pessoa se sente confortável presa e no escuro? Aquilo me pareceu bom no momento já que pude me acalmar, mas hoje vejo que não é assim que as coisas funcionam.
Para a felicidade de alguém é mister que esse seja livre, que possa ir, vir e sorrir e esse privilégio me foi tirado, ou melhor, apenas não o sinto. O coração com a capacidade de sentir me foi tirado e isso foi se esvaindo pelos meus dedos como areia.
Quanta poeira eu deixei acumular e agora tenho que limpar, debaixo daquele Sol que brilha intensamente.