Uma noite sombria e as nuvens densas e tristes insistem em não chorar, obrigando as luzes noturnas a se esconderem, o que torna mais intensa as trevas essa noite.
Enquanto caminho dentre as ruelas cobertas de areia a brisa fria e carregada de sal e areia cortam minha pele, fazem com que os minhas feridas ardam e que o gosto amargo fique em minha boca. O gosto da minha vida.
Na beirada da calçada observo o mar e com seus movimentos como uma dança hipnótica funcionam como um convite para adentrar em sua imensidão e me entregar completamente a ele.
_ Oi!
( alguém quebra o silêncio)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Escolhidos à dedo (velhos tempos)
Nós somos
A nata
Da nata
da lata
Do leite
da vaca
mentecapta.
Nós somos
a faca
de prata
que mata
e retrata
a nossa nata
inata.
Nós somos
da estaca
a ponta inexata
que marca
a lata
repleta
de nata.
Nós somos
o nada
que cata que trata
que mata
a lata
ingrata.
Nós somos
a rata
que rói abata
intacta
compacta
inapta
da gata
Nós somos,
da lata,
a nata
da nata.
Nós fomos escolhidos à dedo.
A nata
Da nata
da lata
Do leite
da vaca
mentecapta.
Nós somos
a faca
de prata
que mata
e retrata
a nossa nata
inata.
Nós somos
da estaca
a ponta inexata
que marca
a lata
repleta
de nata.
Nós somos
o nada
que cata que trata
que mata
a lata
ingrata.
Nós somos
a rata
que rói abata
intacta
compacta
inapta
da gata
Nós somos,
da lata,
a nata
da nata.
Nós fomos escolhidos à dedo.
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