domingo, 31 de maio de 2009

Boneco de madeira.

Um boneco com os cordões enroscados. Tento mover minha perna meu braço acena, tento abrir minha boca, mas minha perna se move.
Ao andar pela rua o vento sopra na direção contrária e eu sou levado, visto que sou feito de madeira oca, velha, corroída pelos cupins.
No meio do caminho encontro um homem que me diz para ir de barco, pois esse seria um método mais rápido para chegar ao lugar onde eu queria. Contudo ao entrar no barco eu me deparo com uma correnteza forte e tenho que remar contra ela. Perdi os remos uso meus braços. Perco o equilíbrio. Caio.
Dentro da água eu boio, todavia a água invade meu interior e eu começo a afundar. O oxigênio me falta e eu perco consciência.
Abro os olhos. Uma senhora me sauda. Confuso eu começo a chorar.
Desnorteado.
Ela apenas me diz: " Lutar sempre será preciso, cada um tem sua luta. Não desista do seu sonho."

Ela some.


Eu me levanto e ao ver o Sol sorrio, o vento sopra e eu não fui levado. Não sou mais oco, não sou mais de madeira.

Sou de verdade!

3 comentários:

  1. "a gente vai contra a corrente até não poder resistir, na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir (...)"


    às vezes eu me pergunto: por que a gente insiste em velejar?

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  2. hehe, adoreei essa postagem!
    estou aguardando a nova postagem que vc diz que vai postar!
    beeijos!
    adoro você!

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  3. Ela apenas me diz: " Lutar sempre será preciso, cada um tem sua luta. Não desista do seu sonho."

    é isso aai! rsrs lutar sempre, fraquejar jamais!
    beeijos,!
    adoro você
    ...!

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